Image Alt

O treino que ainda vai estar a fazer daqui a vinte anos

Há duas formas de treinar ou, pelo menos, de viver o treino: a primeira, é vivendo-o como uma meta para um objetivo a curto prazo, e a segunda, é pensar na atividade física como um benefício para o futuro.

Convém dizer que quase toda a gente começa pelo primeiro tipo, sobretudo na época que antecede o verão, e passa a treinar para a data em vez de treinar em prol da saúde: treina para data, resolve a sua alimentação à volta disso e, muitas vezes, o espelho dessa jornada devolve aquilo que lhe pediu. E atenção, não há nada de errado nisso. É humano querer estar bem numa altura concreta, e é legítimo que o treino sirva também essa vontade.

No entanto, o problema é começar assim e manter-se neste registo.

O treino orientado para a data tem uma característica silenciosa: recomeça sempre do zero. Assim que a ocasião passa, o motivo desaparece, e com ele desaparece o hábito. No verão seguinte, volta-se a repetir o mesmo padrão, com mais um ano em cima, e retoma o esforço que se repete indefinidamente sem nunca se acumular.

Trabalha-se muito para ficar exatamente onde se estava… e daqui a dez ou vinte anos anos, não sobra nada dele; apenas a memória de muitos recomeços.

 

O que se acumula

O segundo modo de viver o treino não pergunta o que é preciso resolver nos próximos três meses. Pergunta, sim, o que se está a construir, e vale a pena refletir acerca da resposta.

Massa magra e capacidade cardiorrespiratória não são objetivos de uma época; são património. São aquilo que determina como o corpo se move aos cinquenta, como recupera de uma lesão aos sessenta e quanta autonomia ainda existe aos setenta. A massa muscular que se constrói hoje é a reserva que protege daqui a décadas. A força que ganha agora, é a que decide se, mais tarde, consegue subir as escadas sem ajuda. E a capacidade cardiorrespiratória é, literalmente, margem de vida. Nada disto aparece numa fotografia ou num verão. Os resultados não têm prazo de entrega, não cabem numa data e não se veem no espelho da semana seguinte. 

Cada mês de treino consistente não substitui o anterior: soma-se a ele; e a força de hoje assenta sobre a de há seis meses.

A capacidade de amanhã parte de um patamar mais alto do que aquele em que se começou, e enquanto o primeiro modo recomeça sempre, o segundo nunca perde o que ganhou.

Esta é a diferença entre remar contra a corrente todos os verões e construir algo que trabalha por si, silenciosamente, ano após ano, sabendo que daqui a vinte anos, um dos dois modos ainda estará consigo. 

 

Setembro é o mês das decisões

Setembro é normalmente o mês em que a maior parte das pessoas decide tomar decisões conscientes e voltadas para um futuro a longo prazo. É aqui que define o modo de treino dos próximos meses…

Quem entra em setembro a pensar apenas na próxima ocasião, vai treinar em ciclos: intensidade, pausa, recomeço. Mas quem entra a pensar no horizonte longo começa a acumular, no bom sentido. 

A decisão parece microscópica, mas é na realidade a escolha entre um corpo que se resolve à pressa e um corpo que se constrói com tempo, com motivação e disciplina, e no Balance, o plano nunca é desenhado para o espelho do verão. É desenhado para o horizonte longo, para o corpo que vai continuar a servir muito após a ocasião ter terminado. A tecnologia EGYM, o acompanhamento próximo, o treino híbrido, as consultas de nutrição… nada disto serve para resolver um trimestre. Existem para construir capacidade que se acumula, mês após mês, ao longo de uma vida.

Setembro está aqui e a pergunta não é o que quer resolver até ao verão. É o que quer ter construído quando lá chegar, e continuar a fazer muito depois disso.

Lembre-se… change your life. Be balance

Close
About